A revisão rigorosa do fluxo de caixa e dos indicadores de custo torna-se decisiva para ajustar o planejamento e evitar o endividamento precoce ao longo de 2026

O começo de 2026 expõe um teste imediato para pequenas e médias empresas, a consistência do planejamento financeiro feito no ano anterior. Despesas concentradas nos primeiros meses, reajustes contratuais e tributos já impactam o caixa antes mesmo de o faturamento ganhar ritmo. Quando a empresa não revisa indicadores logo em janeiro, o primeiro trimestre costuma revelar desequilíbrios acumulados.

Marcus Marques, especialista em gestão de pequenas e médias empresas e fundador do Grupo Acelerador, afirma que o problema não está necessariamente na falta de receita, mas na ausência de acompanhamento sistemático dos números. “O empresário olha o saldo da conta e acha que está tudo bem. Mas saldo não é lucro. Se ele não entende margem, custo fixo e ponto de equilíbrio, pode estar crescendo e, ao mesmo tempo, se descapitalizando”, diz.

Levantamentos do Sebrae indicam que a falta de planejamento financeiro e de capital de giro está entre os principais fatores associados ao fechamento de empresas no país. Dados do Data Sebrae mostram que negócios que não estruturam controle de caixa, projeções financeiras e reservas operacionais tendem a apresentar maior vulnerabilidade nos primeiros anos de atividade.

O custo do crédito amplia essa vulnerabilidade. Dados do Banco Central indicam manutenção da taxa Selic em patamar elevado no início de 2026, mantendo o financiamento caro para as empresas. Nesse contexto, recorrer a empréstimos para cobrir falhas de planejamento pode reduzir ainda mais a margem. “Tomar crédito para investir é diferente de tomar crédito para tapar buraco. Quando a empresa usa banco para pagar despesa fixa, o problema já virou estrutural”, diz Marques.

A revisão da formação de preços também entra na agenda. Segundo o especialista, muitos empreendedores definem valores com base na concorrência, sem calcular carga tributária, taxas de meios de pagamento e custos indiretos. “Preço não pode ser percepção, precisa ser conta. Se o empresário não conhece a própria margem de contribuição, ele não sabe quanto precisa vender para empatar. E quem não sabe o ponto de equilíbrio trabalha no escuro”, afirma.

O Simples Nacional reúne mais de 20 milhões de empresas optantes. De acordo com a Receita Federal, mudanças de faixa de faturamento podem alterar a alíquota efetiva e impactar o lucro líquido. Para Marques, a revisão tributária deve ser preventiva. “Muitos empresários só descobrem que pagaram imposto a mais quando o caixa já está apertado. A conferência precisa ser mensal, não anual”, diz.

As micro e pequenas empresas representam mais de 90% dos negócios formais do país, segundo a pesquisa Demografia das Empresas, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2024. Embora majoritárias, operam com menor capacidade de absorver choques financeiros. Para o especialista, isso reforça a necessidade de rotina. “Controle não é excesso de planilha. É disciplina. Revisar fluxo projetado toda semana, separar contas pessoais e empresariais e definir pró-labore fixo são atitudes simples que evitam decisões impulsivas”, afirma.

Na avaliação de Marques, o primeiro trimestre funciona como um termômetro de maturidade empresarial. “Se a empresa precisa correr atrás de dinheiro em fevereiro, é porque o planejamento já nasceu frágil. Gestão financeira não pode ser uma reação. Precisa ser método”, diz. Para ele, 2026 exigirá menos improviso e mais previsibilidade. “Quem conhece seus números toma decisão com clareza. Quem ignora indicadores vive apagando incêndio”, conclui.

A tendência, segundo o especialista, é que o ambiente econômico permaneça desafiador ao longo do ano, com custos pressionados e crédito seletivo. “Empresa sólida não é a que fatura mais, é a que sabe exatamente quanto pode gastar, investir e distribuir. Caixa organizado é o que garante tranquilidade para atravessar o ano sem sobressaltos”, afirma. Nesse contexto, a diferença entre crescimento sustentável e instabilidade estará na capacidade de transformar controle financeiro em rotina estratégica. 

 

Sobre Marcus Marques

Marcus Marques é empresário há mais de 20 anos e uma das principais referências em gestão e aceleração de pequenas e médias empresas no Brasil. Fundador e CEO do Grupo Acelerador, alcançou em 2025 valuation de R$1 bilhão, após fechar o ano com R$200 milhões de faturamento e R$100 milhões de lucro líquido.

Ao longo de sua trajetória, já impactou mais de 250 mil empresários e líderes por meio de eventos, palestras, mentorias e imersões presenciais. É criador do Acelerador Empresarial, programa que já capacitou mais de 20 mil empresários em mais de 80 turmas, e da comunidade Giants, que reúne atualmente 950 empresários em um programa contínuo de desenvolvimento.

Além da frente educacional, tornou-se sócio de mais de dez empresas que, somadas, superaram R$400 milhões em faturamento em 2025.

Para mais informações, acesse o site ou pelas redes sociais @marcusmarquesoficial.

Sobre o Grupo Acelerador

O Grupo Acelerador é um grupo empresarial brasileiro que atua nos setores de educação corporativa e participações societárias. Fundado por Marcus Marques, reúne empresas voltadas à formação de empresários, desenvolvimento de lideranças e aceleração de negócios.

Em 2025, o grupo consolidou valuation de R$1 bilhão, registrando R$ 200 milhões de faturamento e R$100 milhões de lucro líquido. O principal programa, Acelerador Empresarial, já formou mais de 20 mil empresários, enquanto a comunidade Giants conta com 950 integrantes.

A sede está localizada em Alphaville, São Paulo, ocupa 5.000 metros quadrados e é avaliada em mais de R$ 90 milhões. A Tour Acelera Brasil já passou por mais de 80 cidades e reuniu cerca de 50 mil empresários em todo o país.

Para mais informações, acesse o site ou pelo instagram.

 

Fonte de pesquisa

Banco Central do Brasil
Sistema Gerenciador de Séries Temporais (Selic e juros)
https://www3.bcb.gov.br/sgspub/

Receita Federal do Brasil
Dados do Simples Nacional
https://www.gov.br/receitafederal/pt-br/assuntos/simples-nacional

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
Demografia das Empresas 2022 (divulgada em 2024)
https://www.ibge.gov.br/estatisticas/economicas/empresas/9052-demografia-das-empresas.html

Sebrae
Estudos sobre mortalidade de empresas e gestão financeira
https://datasebrae.com.br/mortalidade-das-empresas/

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